A importância de estudar a Doutrina Espírita

Reproduzimos abaixo o artigo de nosso amigo e companheiro MARCELO STANCZYK, dentro do ano que comemoramos os "50 anos do Centro Espírita Ismael".

´" A Doutrina Espírita, auxiliadora e consoladora das almas aflitas e que neste mundo de provas e expiações, é muito mais que um hospital onde as pessoas - homens e mulheres em aflitivas situações de apuros morais e físicos vêm buscar soluções através de tratamentos espirituais (com ou sem reflexos fisicos) ou assistência social, mas que sequer compreendem os processos pelos quais passam pelas câmaras de passes ou qual a trajetória dos benesses que recebem para continuar sua vida material. De fato, o Centro Espírita, como local materializador da atividade daqueles que fomentam a Doutrina Espírita realiza essas tarefas que são muito importante para o equilibrio da sociedade em que vivemos, só que não se resumem a essas as atividades, e nem sequer essas são as atividades mais importantes a serem desenvolvidas.

"O Evangelho Segundo o Espiritismo" aponta com seriedade, exatidão e muita justeza que "fora da caridade, não há salvação", mas a compreensão dessa afirmação deve se dar de uma forma ampla e bem aprofundada.

A caridade é muito mais que simplesmente realizarmos atividades consideradas "boas" para outras pessoas, até porque, dentro de nosso julgamento do que é bom ou não para o outro, muitas vezes acabamos incorrendo em graves erros. E isso quem aponta mesmo é Paulo de Tarso na passagem: "Nem sempre consigo fazer o bem que pretendo, mas o mal que não quero". E isso por uma causa simples, mas com uma solução não tão simples: conhecimento!

A Doutrina dos Espíritos vem ao mundo das pessoas como o "Consolador Prometido" por Jesus, para lembrar o que já se havia esquecido, e para ensinar cousas novas que até então os homens e as mulheres da época não eram capazes de compreender. Pois bem, para que a Doutrina Espírita possa realizar essa tarefa há que seus adeptos antes de mais nada se colocarem a aprender... a estudar... a desenvolver suas potencialidades intelectuais... morais... É esta uma das explicações pelas quais se pode compreender o momento de "nascimento" do Espiritismo, logo em meio ao Renascimento (das idéias) Europeu - em meio ao surgimento das ciências como são conhecidas hoje. Através de Pesquisas... classificações... estudos... questões... perguntas com respostas... e sem respostas, algumas vezes. Kardec, para a elaboração do Livro dos Espíritos, consultou os Espíritos Superiores, através das médiuns Boudin e Japhet por longos 3 anos apenas de estudos, e depois disso, continuou até que saíssem os demais livros que compõem o pentateuco kardequiano: Livro dos Médiuns, Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo, sem contar os vários anos (mais de uma década) da Revista Espíritas, editada pela SPEE (Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas).

Ora veja, são muitos anos de estudos para se compreender todos os meandros que envolve o conhecimento espírita, apenas do ponto de vista das bases do conhecimento, já que, por exemplo, Léon Denis foi um grande filósofo dentro da Doutrina Espírita e ainda hoje é pouco conhecido e pouco estudado, e muitos foram aqueles que se envolveram com o conhecimento Espírita na época em que Kardec estava encarnado (na condição de Hippólite), seja na filosofia, seja na ciência.

Após esse movimento inicial de surgimento da Doutrina Espírita, o impulso de acionamento do movimento do raciocínio em favor do conhecimento do espírito, e num paralelo com as ciência naturais, podemos considerar que para que um motor inicie seu movimento ele precisa inicialmente de 6 vezes a energia habitual para manter seu movimento, Kardec e seus colaboradores (dos quais não irei citar nomes com o medo de ser injusto ao esquecer o nome de algum deles, já que foram vários) forneceram material para termos décadas e décadas de estudos ininterruptos e altamente produtivos, a Doutrina Espírita abarca em terras brasileiras e daqui recebe novo impulso.

No Brasil, se o impulso não foi no sentido do estudo, como originalmente verificamos na França, berço da Doutrina dos Espíritos, se deu no sentido da assistência ao próximo, sendo de um sentido de realização prática do ensino do Evangelho, que logo acima eu já mencionei. E aqui em solo pátrio várias e várias casas... vários e vários centros... várias instituições nasceram para dar vazão a possibilidade de realizarmos o Espiritismo dentro de uma premissa de "fazer ao próximo o que gostariamos que nos fizessem".

Uma visão muito bonita, porém, vemos hoje que insuficiente.

Jesus nos orientou a "amar ao próximo como a nós mesmos", mas os Espíritos Superiores fizeram uma rápida correção de rumo a Kardec, quando o orientou no sentido de "Amai-vos e instrui-vos". Precisamos, sim, nos instruir. Precisamos saber o que fazemos. Precisamos mostrar as pessoas que muitos dos males pelos quais elas estão acometidas são causados por invigilância delas mesmas, e que a instrução permitiria que elas corrigissem esses males sem a necessidade do comparecimento as Instituições Espíritas.

Após aportar no Brasil, a Doutrina Espírita recebeu acréscimo das mãos de outros filósofos (J. Herculano Pires), cientistas (Hernani Guimarães Andrade) e vários Espíritos (Emmanuel, André Luiz, etc) pelas mãos de vários médiuns (Chico Xavier, Yvonne A. Pereira, etc.) de forma que hoje sequer uma vida(encarnação) seria insuficiente para compreendermos todo o conhecimento que temos a nossa disposição no seio da Doutrina Espírita.

Mas, dentre tudo que nos foi ensinado, fica muito clara a nossa responsabilidade pela nossa evolução que se dará por duas "asas", como fala Emmanuel: o conhecimento e a realização (a sabedoria e o amor), de forma que não nos basta apenas realizar, na prática o parco conhecimento doutrinário que possuímos do Espiritismo, urge que nós que desejamos nos dizer Espíritas, também busquemos aumentar e melhorar nosso conhecimento doutrinário. Porque, com ele, seremos capazes de realizar melhor nosso potencial como pessoa e como espírito milenar.

Todos os Centros Espíritas hoje falam em reforma íntima como uma forte ferramenta a permitir a "cura" de males que incomodam as pessoas. O que é uma verdade, visto que se conhecemos profundamente a Doutrina Espírita, sabemos que cada um de nós carrega um padrão vibratório que emite por conta dos pensamentos que produz. Pensamentos que podem ser elocubrações lógicas ou ilógicas, imaginações de idéias e imagens, sentimentos equilibrados ou não, emoções mais ou menos intensas e que tudo isso se transfere para o corpo físico através do corpo espíritual (perispírito). E está ai as causas das obsessões (sintonia entre espíritos com padrões afins de energia), as doenças físicas (deteriorações no perispírito que se transferem ao corpo físico ou vice-versa) entre outros males espirituais. E que a mudança desse padrão emitido depende de nossa renovação moral, intelectual que se dá pelo estudo do Espiritismo - e não apenas pelo estudo do Evangelho, mas também de outros temas considerados áridos e científicos, mas que se bem compreendidos permitem a compreensão de um leque de situações que nos incomodam e que podem ser facilmente solucionados por nós mesmos sem a necessidade de interferência sequer de espíritos, quanto de médiuns.

Muitos dos males que nos acometem, somos capazes de evitá-los e quando não, de solucioná-los sem a necessidade da interferência externa de espírito e/ou médiuns - primeiro porque nós somos médiuns, em regra. Segundo, porque somos senhores de nosso corpo e de nossa vida, de modo que apenas passamos por algo que de alguma forma permitimos ou aceitamos. Então, é muito importante fazermos um estudo mais aprofundado da Doutrina que Allan Kardec recebeu dos espiritos há mais de 150 anos, na França, buscando nelas informações que permitam que nós auxiliemos o movimento de evolução a que todos nós estamos obrigados a atender por imperiosa decisão divina.

A questão que acaba surgindo agora, diz respeito a como desenvolver esse conhecimento: se solitário? se em conjunto? se sistematizado? se por palestras? se por cursos? enfim, qual o melhor formato. E a resposta é todos. Cada qual com sua finalidade.

Hoje, os Espíritas retrogradaram quanto aos estudos da Doutrina Espíritas se compararmos a produção inicial de seu nascimento. Mas isso não deve ser motivo de lamuria e sequer de tristeza. Somos espíritos dotados de inteligência e podemos desenvolver nosso potencial. Inicialmente, é valido lembrar que todo estudo sistematizado é mais eficiente que um estudo sem rumo... sem norte. Mas o estudo sistematizado exigiria que anteriormente pessoas conhecessem profundamente a doutrina para sistematizá-lo, o que não encontramos assim tão facilmente. Outra questão a ser considerada é que o estudo conjunto é mais proveitoso que o estudo solitário, posto que permite a troca de experiências, entendimentos, posicionamentos, visões, compreensões e mais que isso, ânimo nos momentos que estivermos com pouco para prosseguir. Mas isso não impede que as pessoas estudem, através da leitura de bons livros na ausência de outras pessoas para compartilhar seus estudos. Também nada impede que as pessoas estudem em grupos de estudo e complementem esses estudos com leituras individuais, de forma que todo e qualquer esforço que a pessoa fizer ser-lhe-á proveitoso em seu aproveitamento.

As palestras, os simpósios, os seminários, os encontros são muito proveitosos mas não devem ser as únicas formas de desenvolvimento do conhecimento Espírita posto que, pelo modelo que eles possuem, seu formato não favorece a troca de informações, mas apenas a transfência por uma pessoa que supomos possuir maiores informações sobre o tema, para outras que acredeitamos possuirem menos conhecimento, daquilo que foi estudado. Ainda que tenhamos perguntas e respostas, a troca de experiências são pequenas.

De toda forma, hoje alguns frequentadores começaram a perceber a necessidade de modificação de suas vidas e que a Doutrina dos Espiritos fornece subsídios para essas mudanças desde que, claro, essas sejam capazes e optem por garimpar dentro ainda das rochas de conhecimento puro fornecidos pelos Espíritos (encarnados ou não) relacionados à Doutrina para encontrar o que precisam.

Sem dúvida alguma é um esforço cansativo, mas necessário.

É o momento em que decidimos deixar de sermos crianças e recebermos tudo entregues no colo e de forma graciosa, para conseguirmos - batalharmos - o que precisamos e queremos... é o momento em que amadurecemos e percebemos que somos nós os responsáveis por nós mesmos, e se queremos algo do jeito que nos agrade é fazendo que conseguiremos e não esperando que os outros nos faça.

Por conta disso, o Centro Espírita Ismael em suas atividades de comemoração do jubilei de 50 anos, criou o Projeto Convivência para que as pessoas busquem aprender como utilizar o conhecimento espírita para resolver questões de relacionamento do cotidiano, assim como está com um ciclo de Seminários com estudiosos da Doutrina Espíritas em suas mais variadas nuances, buscando demonstrar a importância do conhecimento e como utilizá-lo.  Venha aprender junto conosco!  Compartilhe o que você já sabe... "

( O autor deste artigo, o nosso companheiro Marcelo Stanczyk mantém o site/blog  http://www.stancyzk.net.br/   )


7 comentários:

Obrigado por compartilhar este pão espiritual

Não sei se louco é quem segue uma doutrina sem nenhum fundamento bíblico porque os outros seguem, ou se é quem escreve uma porcaria de post desses.


Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema (Maldito).
Gálatas 1:9

Bondoso e realmente filho de Deus é aquele que, mesmo tendo outra religião ou crença, não critique a de outrem.Esse sim é o verdadeiro homem de Deus.Por tanto, ilumina-te, antes de criticares aquilo que não conheces.Respeitar as religiões é dever de cada um.Se não és espirita, estas lendo com qual a finalidade???Critica???Que Deus lhe abençoe, pois com a medida que medires , com a mesma serás medido.Sou Espirita e seu que fora da Caridade não há salvação.Muita Paz.Presado Anômimo,Me chamo Márcia Maria.

exatamente isto marcia, não importa qualo nome da doutrina que segue ou religião se é espirita, se é católico, crente, evangelico, judeu, budista. sendo a principio a palavra divina de deus e seguindo sempre os mandamentos sou espirita sensitiva minha avó tem mediunidade e minha mãe é evangelica e trocamos diversos pontos de vista sempre com todo o respeito e sempre adorando ao senhor jesus cristo maravilhoso ...


Fernanda.

eu estou chegando agora no espiritismo tenho 63 anos nunca tinha tido nem uma expriencia nesse campo quando um certo dia comecei ouvir vozes no inicio passei por maus bocado porque os espirito que se comunicam comigo eram maus espirito, porque eles me pediam cigarros e bebidas alcoolicas,só depois de algum tempo vim saber por intermedio de outro espirito que bom não pede essas coisas

Excelente texto! Muito esclarecedor, lógico e objetivo!
Excelente ideia também a do C E Ismael.
Parabéns!

Obrigado pelo artigo tão esclarecedor, amigos! =)
Excelente trabalho.
Votos de paz!

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