O bem e o mal, na visão dos filósofos.

Mais um artigo organizado pelo nosso companheiro SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO, ex-presidente do Centro Espírita Ismael, e atual Secretário Geral. Neste artigo, temos os pontos e a visão dos filósofos no tema abordado no artigo anterior, que está publicado logo abaixo.

O Bem e o Mal Segundo Alguns Filósofos – por Sérgio Biagi Gregório -   Abra o livro da História da Humanidade, em qualquer parte, e verá esta pergunta repetida inúmeras vezes: Que é o bem e que é o mal?  Existe uma medida absoluta, final e inquestionável do bem e do mal, que tivesse sido estabelecida desde os tempos primórdios, e permaneça até não existir mais o tempo? Para alguns a resposta está nos Dez Mandamentos; para outros, depende das condições de tempo e lugar.
Vejamos a posição dos seguintes filósofos:
Heráclito – nós vemos os opostos (bem e mal) è Deus vê harmonia.
Demócrito – a bondade não é uma questão de ação; depende do desejo interior do homem. O homem bom não é o que pratica o bem, mas o que deseja praticá-lo sempre.
Protágoras – "O homem é a medida de todas as coisas" è Cada um tem o direito de determinar, por si, o que é o bem e o que é o mal. è CAOS
Sócrates – o mais elevado bem que se pode medir tudo é o conhecimento.
Platão – o mundo dos sentidos, doutrinava ele, é irreal, transitório e mutável. Eis o mal. O verdadeiro mundo das idéias puras e imutáveis é o do bem.
Aristóteles – o bem é a atitude racional para com as sensações e os desejos.
Estóicos – o mais alto bem do homem está em agir em harmonia com o mundo.
Santo Agostinho – o mal é ausência do bem, da mesma maneira que as trevas são a ausência da luz.
Abelardo – justiça e injustiça de um ato não estão no ato em si, porém na intenção de quem o pratica.
Santo Tomás de Aquino – o mais elevado bem é a concretização de si mesmo conforme Deus ordenou.
Thomas Hobbes (materialista) – aquilo que agrada ao homem é bom e o que lhe causa dor ou desconforto é ruim.
Espinosa – o esforço de se preservar é um bem; o que entrava esse esforço é um mal.
Kant – se o agente pratica o ato com boas intenções, respeitando as leis morais, o ato é bom.
Fonte: FROST JR., S. E. Ensinamentos Básicos dos Grandes Filósofos. São Paulo: Cultrix,
(sbg/out.2012)

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